
Hoje mais do que nunca temos a convicção de que pequenos agentes infeciosos, podem mudar a vida das pessoas, das cidades, dos países e dos continentes.
Nada disto seria possível de prever há algumas décadas!
O coronavírus veio mudar as nossas vidas e nós mudámos com o coronavírus. Hoje no nosso dia a dia somos confrontados constantemente com o temor, o medo, a ansiedade e a dúvida. Ouvimos as notícias diariamente e ficamos em pânico com os números que nos fazem crer que a situação piora a cada dia que passa.
Mas apesar de tudo, ainda é possível enfrentar a pandemia e tudo o que ela acarreta com felicidade?
A busca de felicidade em tempos de pandemia é uma aventura que poucos se arriscam a fazer, porque o coronavírus é um elemento negativo nas vidas de todos nós.
Alguns fazem uma negação intrínseca e completa, para ultrapassarem esta situação indesejada, procurando assim um espaço que lhes facilite o caminho para a felicidade momentânea. Esses adotam um período de negação, com alterações indesejadas e nunca acreditam que isto os afetará, enchem-se de desculpas, esquecendo as evidências e são felizes desta maneira.
Outros adotam a postura do medo, perguntando continuamente: O que é que me vai acontecer?
Esta é a fase de emoção mais profunda e paralisante que existe, onde o medo pode ser saudável, fazendo-nos ficar e casa a fazer coisas agradáveis ou pode ser paralisante, obrigando-nos a uma atitude de prudência, que dificultará o nosso dia a dia e até o nosso sono à noite. Esta emoção magoa-os profundamente e esvazia-os da possibilidade de enfrentar a crise com a mentalidade positiva da mudança.
Depois há os tristes e vulneráveis, que não demonstram medo nem raiva, apenas desconforto e tristeza na sua forma mais pura. São aqueles que aceitam a realidade nua e crua, que não põem em causa os números e que conhecem quem partiu com a doença. Para eles a felicidade demora a vir!
Outros há que negando completamente os tempos de pandemia, fazem destes tempos, a maior festa da sua vida. Procuram os convívios e as festas como forma de satisfação momentânea, ignorando o perigo dos contactos que efetuam. Essa é uma felicidade hedónica, incapaz de perceber a realidade e capaz de pôr em causa a sobrevivência de todos nós.
O que gera a felicidade sustentável são os conceitos virtuosos, (eudaimonia) que oferecem equilíbrio emocional e valores, tais como a amizade, bondade e o amor.
A ONU defende a felicidade como um acelerador de bem-estar e desenvolvimento humano e social, por isso estes tempos pedem-nos bom senso, atitudes compassivas, empáticas e solidárias.
Para se viver hoje, bem precisamos de cuidar do bem-estar de todos, escolhendo o que queremos ser hoje para sermos melhores num futuro próximo.
Todos desejamos o momento da mudança e com ele uma sociedade mais digna e generosa, e isso não vai acontecer com uma intervenção externa. Temos de ser nós e o nosso interior a fomentar essa mudança para uma vida mais digna e feliz, acessível a todos os que tem direito a ela.
Se encontrarmos os aspetos positivos que esta crise nos transmite, mais facilmente conseguiremos alcançar a curva da mudança.
Por favor .







