
A 24 de Janeiro de 2005 a Organização das Nações Unidas reunia em sessão extraordinária, assinalando os sessenta anos passados sobre a libertação dos prisioneiros nos campos de extermínio do nazi-fascismo e sobre o final do Holocausto.
Num dia assim, 27 de Janeiro como hoje, no ano de 1945, era liberado o maior campo de concentração/morte de Auschwitz- Birkenau, pelo exército soviético. Aqui e nos outros lugares de extermínio em massa e ainda nos campos de sangrentas batalhas, o fascismo hitleriano assassinou milhões de judeus, ciganos, soviéticos, polacos, homossexuais, portadores de deficiências, comunistas e outros homens e mulheres humanistas que se manifestaram contra a Besta.
Hoje mais do que nunca faz todo o sentido erguer a voz e o punho contra o fascista de então e os seus herdeiros. A mesma Besta, a mesma sanha contra os estrangeiros, as comunidades ciganas, os comunistas e outros democratas.
O nazismo deixou raízes que produziram outras malévolas “árvores” que, mal podem, levantam o nariz e assombram a Paz e o respeito pelos Povos. Os resultados finais da eleição para a Presidência da República provaram-no à saciedade, por mais travestida que, ali e ali, se tenha apresentado a criatura. Mas?! Estarei com isto a querer enfiar no mesmo saco “chefe”, seguidores e apanhados no engodo?! Certamente que não!
Portugal não tem meio milhão de fascistas com vontade de provocar danos na democracia, colocando a Constituição da República e os que A respeitam no centro dos seus ataques. O que tem é muitas pessoas descontentes com a actual situação, muitos de esperança perdida em dias melhores (e não falo da pandemia), muitos tão cansados que lhes falta o discernimento para a necessária análise dos contextos. Ah! E tem muito preconceito!

Escrever e dizer isto magoa-me, dói-me. Este é o meu País, estes são os meus concidadãos. Mas a verdade é muitas vezes dolorosa e temos de a aceitar. E procurar alterar os seus pressupostos.
Não mentindo mas lutando pela modificação das mentalidades. No concelho de Moura, a título de exemplo, habitantes confessam que votaram av porque há “lá” muitos ciganos! Que tristeza! Estes são pessoas integradas, feirantes, vivendo em casa própria, pagando impostos.
Alguns recebem apoios, mínimos, por parte do Estado. E daí? Não vejo a mesma “aflição” contra os que fogem aos impostos e contra as “pequeninas”ajudas” à Banca, pois! Ainda não entendemos que as pessoas são pessoas, ponto? Mas são horas! É mesmo preciso combater o preconceito e quem se aproveita indecentemente dele.
O Holocausto existiu, a II Guerra Mundial também, fascismo em Portugal idem. É responsabilidade de todos a não repetição da desgraça.
Fiquem bem. Em paz e com saúde.
Um grande abraço. SQ
Por favor .







