
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou sábado à noite o treinador dos brasileiros do Palmeiras, o português Abel Ferreira, pela conquista da Taça Libertadores de futebol.
“O Presidente da República felicita o treinador português Abel Ferreira pela conquista da Taça dos Libertadores, ao comando da equipa do Palmeiras”, lê-se na mensagem divulgada no sítio da Presidência da República na Internet.
Na sua quinta final, o Palmeiras conquistou a Taça dos Libertadores pela segunda vez na sua história, depois da conquista em 1999, então sob o comando de Luiz Felipe Scolari, antigo selecionador de Portugal, ao vencer o Santos, por 1-0, com um golo do suplente Breno Lopes, aos 90+9 minutos.
O ‘verdão’ sucede no historial da principal competição sul-americana de clubes ao Flamengo, que tinha arrebatado a edição de 2019 sob o comando do actual treinador do Benfica Jorge Jesus, depois de bater o River Plate por 2-1, na primeira final a um só jogo na história da prova.
Governo agradece a Abel Ferreira mais uma página de ouro
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto felicitou Abel Ferreira pela conquista da Taça Libertadores de futebol, agradecendo “mais esta página de ouro para a história dos treinadores portugueses”.
“Pelo segundo ano consecutivo, um treinador português vence a principal competição sul-americana de clubes. Quero agradecer ao Abel Ferreira e à sua equipa técnica por contribuírem com mais esta página de ouro para a história dos treinadores portugueses, que muito orgulha o país”, lê-se na página oficial de João Paulo Rebelo, na rede social Twitter.
Presidente da FPF felicita Abel Ferreira pela conquista
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, felicitou o treinador luso Abel Ferreira, pela conquista da Taça Libertadores ao serviço do Palmeiras.
“Envio um forte abraço de parabéns ao Abel Ferreira e a toda a sua equipa técnica e jogadores pela brilhante conquista da ‘Copa’ Libertadores após vitória por 1-0 diante do Santos”, pode ler-se na mensagem, divulgada numa nota no sítio ‘online’ da FPF.
Gomes destaca a “carreira superlativa ao longo dos últimos anos” do técnico, que sucede a Jorge Jesus, que tinha ganho a prova em 2019 com o Flamengo.
“Fazê-lo aos 42 anos, com uma carreira inteira pela frente, evidencia ainda mais a qualidade do seu talento, do seu trabalho, do seu esforço e da sua dedicação. […] Obrigado e parabéns Abel”, acrescentou.
O dirigente federativo sublinhou ainda que a conquista não dignifica apenas Abel Ferreira, mas também “a sua profissão, todo o futebol e todo o desporto nacionais”.
Presidente da Liga congratula Abel Ferreira pela conquista
O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, celebrou o feito do treinador luso Abel Ferreira.
“Mais uma conquista, esta protagonizada por Abel Ferreira, que engrandece o futebol profissional e que, nesta altura, nos dá um pouco mais de conforto e ânimo. Celebrar os êxitos dos nossos, que estão longe, é como festejar os nossos”, escreveu o dirigente na rede social Facebook.
Proença afirma ainda que “depois de Jorge Jesus [que venceu o troféu com o Flamengo em 2019], Abel Ferreira elevou o talento” do futebol português, que está “definitivamente na rota mundial” da modalidade.
Jesualdo Ferreira felicita Abel Ferreira pela conquista
O treinador do Boavista, Jesualdo Ferreira, felicitou o técnico Abel Ferreira pela conquista da Taça Libertadores em futebol, ao serviço do Palmeiras, frente ao Santos (1-0), no Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.
“Escrever pela segunda vez no livro da história da CONMEBOL e da Libertadores… fico muito feliz. Saúdo o Abel”, atirou o técnico, na ‘flash interview’ após a vitória do Boavista sobre o Portimonense (2-1), no Algarve.
Jesualdo Ferreira treinou o Santos desde o início de 2020 e até agosto, quando foi substituído por Cuca, numa estada que “não foi tão longa como desejaria”.
Ainda assim, considerou, o próprio e a sua equipa técnica foram “importantes no trajeto”, e por isso hoje estava “dividido” entre os jogadores que orientou e de quem confessou gostar e “um treinador português” que também aprecia.
“Fiz os dois primeiros jogos e ganhámos. Deu uma embalagem boa para o resto”, comentou.
ANTF diz que conquista de Abel atesta qualidade e competência
O presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) considerou que a conquista da Taça Libertadores pelo Palmeiras, comandado por Abel Ferreira, atesta a qualidade e a competência dos técnicos portugueses.
“Penso que é a demonstração inequívoca da competência e da qualidade dos treinadores portugueses. Pelo segundo ano consecutivo, são treinadores portugueses a conseguirem este título, por clubes do país do futebol”, sublinhou José Pereira.
Na sua quinta final, o Palmeiras conquistou a Taça dos Libertadores pela segunda vez na sua história, depois da conquista em 1999, então sob o comando de Luiz Felipe Scolari, antigo selecionador de Portugal, ao vencer o Santos, por 1-0, com um golo do suplente Breno Lopes, aos 90+9 minutos.
“Não é por acaso, é porque há uma preparação muito boa dos nossos treinadores. E penso que é um prémio, não só para os treinadores, mas para o futebol português, que, apesar de tudo, tem muita qualidade”, acrescentou o dirigente associativo, em declarações à Lusa.
Mesmo depois de já ter congratulado Abel Ferreira, por mensagem, José Pereira saudou-o pelo triunfo, salientando-o como “fruto do seu trabalho e da sua competência”, felicitando-o “pela carreira que tem vindo a desenvolver”.
Abel Ferreira, defensor do coletivo, conquista América do Sul de verde e branco
Abel Ferreira tornou-se sábado à noite no segundo português a conquistar a Taça Libertadores de futebol, no comando técnico dos brasileiros do Palmeiras, cumprindo a defesa e a exaltação do coletivo ‘verde e branco’.
O jovem treinador, de 42 anos, chegou no final de outubro de 2020 ao ‘verdão’, sucedendo a Vanderlei Luxemburgo, depois de ter iniciado a segunda temporada no PAOK, ser vice-campeão grego e de eliminar o Benfica na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, naquela que estava a ser a sua primeira experiência no estrangeiro.
Natural de Penafiel, cumpriu toda a formação no clube duriense, no qual ascendeu a sénior, já como lateral direito, após ter admitido abandonar o futebol. Rumou ao Vitória de Guimarães, então orientado por Paulo Autuori, conciliando a carreira com o curso de Educação Física, no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCE), em Felgueiras.
Defendeu a camisola vimaranense durante quatro épocas, até rumar, já licenciado e com estágio feito como professor, ao rival Sporting de Braga, em 2004/05, que, na temporada seguinte, o emprestou ao Sporting.
Foi ao serviço dos ‘leões’ que conquistou duas Taças de Portugal, em 2006/07 e 2007/08, e duas Supertaças Cândido Oliveira, em 2007 e 2008.
Em abril de 2011, uma rotura dos ligamentos cruzados acabou por precipitar o fim da carreira, aos 32 anos, sucedendo a Ricardo Sá Pinto como treinador dos juniores do Sporting, conquistando o título de campeão nacional do escalão, com jogadores como Rúben Semedo, Ricardo Esgaio, João Mário e Bruma.
Ascendeu à equipa B ‘leonina’, em 2013/14, e, na época seguinte, após um desentendimento com Bruno de Carvalho, regressou a Braga, também para a formação secundária, estreando-se na ‘elite’, como interino, com uma vitória por 1-0, em 18 de dezembro de 2016, após a saída de José Peseiro.
Logo aí ficava demonstrada a importância que dava ao coletivo, realçando, na véspera do encontro que o seu trabalho assentou, “essencialmente, em responsabilizar os jogadores”, mas também em permitir que “desfrutem do jogo, que tenham paixão”.
Ainda regressou ao Sporting de Braga B, com a chegada de Jorge Simão, e voltou à equipa principal em abril de 2017, cumprindo duas temporadas completas, com dois quartos lugares na I Liga, estabelecendo os recordes de pontos (75) e de vitórias (24) do clube no campeonato.
Nos bracarenses, repetia à exaustão “a estrela é a equipa, o estatuto é o rendimento”, uma mensagem sustentada na sua apresentação como treinador principal dos minhotos, em 24 de agosto de 2017.
“Que fique bem claro que não sou eu que vou jogar, enquanto estiver neste cargo, comigo vamos ganhar todos e perder todos”, vincou, numa postura mantida até ao último dia no clube, atestada, em 01 de julho de 2019, quando assinou pelo PAOK.
Além da “gratidão enorme” para com o Sporting de Braga, Abel voltou a realçar a importância dos jogadores: “Não há bons treinadores sem bons jogadores, foram eles que, juntamente com a nossa ideia de jogo, fizeram de mim um treinador competente, ambicioso, que quer aprender a cada dia que passa”.
O presidente do Sporting de Braga, António Salvador, manteve-se um apreciador das qualidades do treinador, caracterizando-o de “humilde, ambicioso, exigente, metódico, estudioso e sempre à procura de evoluir”.
Essa ambição, garra e emotividade foi demonstrada pelo próprio à chegada a São Paulo, quando assinou pelo Palmeiras: “Atravessei o Atlântico para trabalhar, ganhar, ajudar a estrutura e os jogadores a crescer, não para conhecer a cidade. É minha missão”.
“Eu sou um homem de convicções. Eu gosto de seguir meus instintos, me desafiar. Não foi pelo que os outros disseram ou mostraram, foi por convicção que tenho que com o Palmeiras acrescentar títulos na minha carreira. E só estando com os melhores isso é possível. Minha vontade de representar um grande clube. Fiz meu trabalho de casa, como o clube fez ao apostar em mim. Verde e branco é algo que me persegue como jogador e treinador”, disse, na primeira entrevista como treinador do Palmeiras.
A carreira de treinador está sempre dependente de títulos e de vitórias e Abel nunca rejeitou essa responsabilidade, como ficou celebrizada a sua reação após a eliminação do Sporting de Braga, aos ‘pés’ do Sporting, nas meias-finais da Taça da Liga, por 4-3 nas grandes penalidades, após o 1-1 no tempo regulamentar.
“Se eu não ganhar, vou embora e tenho de dar a vez a outro. Quando não sou competente, tenho de dar vez aos mais novos. Não faço outra coisa que não seja melhorar a nossa forma de treinar, os meus jogadores e fazer com que os meus adeptos sintam orgulho no que fizemos”, reagiu, exaltado, em 22 de janeiro de 2010, o agora campeão sul-americano de clubes.
“Vale a pena verde novo” Abel a reinar na ‘champions’ sul-americana
O segundo triunfo na Taça Libertadores de futebol do Palmeiras, comandado pelo português Abel Ferreira, foi hoje enaltecido pela comunicação social brasileira e portuguesa.
“Vale a pena verde novo”, destaca para título o Globoesporte, na sua página na Internet, detalhando que com um “golo de Breno Lopes nos descontos, logo após a expulsão do técnico Cuca, o Palmeiras sagrou-se bicampeão da Libertadores”.
O Palmeiras reergueu o troféu, que conquistou em 1999, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, e sucedeu no palmarés da competição ao Flamengo, então orientado por Jorge Jesus.
A mesma publicação brasileira realça o “herói improvável” Breno Lopes, contratado em novembro pelo Palmeiras aos secundários do Juventude, olhando já para o Mundial de Clubes, no qual o ‘verdão’ vai enfrentar Tigres ou Ulsan, nas meias-finais.
O Estadão escreve que o “Palmeiras reencontra a obsessão”, numa final que “em meio da pandemia, o título teve aglomeração e festa no Maracanã”, no Rio de Janeiro, depois de sintetizar o encontro: “Com golo aos 53 minutos do segundo tempo, Palmeiras derrota o Santos e é campeão da Libertadores. Breno Lopes deixa o banco para ser o herói”.
O também paulista Folha de São Paulo é igualmente conciso, com o título “Palmeiras marca no final, bate Santos e é bicampeão da Libertadores”, destacando ainda o feito alcançado pelo treinador português, com o destaque “Abel repete Jesus no Flamengo e entra na história da equipa alviverde em tempo recorde”.
O golo tardio de Breno Lopes merece uma chamada à página na Internet dos espanhóis do jornal Marca, realçando o “Palmeiras campeão da Libertadores…aos 98”.
“Palmeiras, campeão da América”, lê-se no também madrileno AS, num título em tudo semelhante ao dos catalães do Mundo Deportivo, “1-0, Palmeiras, novo ‘rei’ da América”.
O britânico The Guardian reconheceu que “o Palmeiras levou o troféu no último suspiro”, enquanto os italianos da Gazzetta dello Sport atribuem a “Libertadores ao Palmeiras, Santos KO aos nove minutos de descontos”.
“Palmeiras campeão”, simplificou o argentino Olé, enquanto os brasileiros do portal Goal reconhecem que o “Palmeiras faz a festa com título da Libertadores de outro mundo”, muito por causa das mudanças provocadas pela pandemia de covid-19, que fizeram com que o troféu fosse disputado praticamente à porta fechada e no ano seguinte ao previsto.
Os franceses do L’Équipe recorreram à publicação do Palmeiras na rede social Instagram, para enaltecer o feito, recordando que Abel Ferreira se tornou no terceiro treinador europeu a conquistar a principal competição sul-americana de clubes, depois de Jesus, pelo Flamengo, em 2019, e do croata e antigo treinador do Sporting Mirko Jozic, ao serviço do Colo Colo, em 1991.
“Agarra que é tua, Abel”, é a primeira mensagem do portal do jornal português A Bola, enquanto o Record, além de realçar o golo do triunfo que deu a vitória ao Palmeiras, destaca, numa fotogaleria, a celebração de Abel Ferreira, com uma bandeira portuguesa às costas e num momento de celebração com o guarda-redes Weverton.
Também o jornal O Jogo apresenta algumas imagens dos festejos do técnico português, juntando-o ao título do seu destaque: “Abel leva o Palmeiras à conquista da Libertadores”.
“A Libertadores é portuguesa!”, remata o portal português MaisFutebol.
O novo campeão sul-americano ironizou com as diferenças linguísticas entre Portugal e Brasil, para congratular Abel Ferreira: “No Brasil ou em Portugal, campeão é campeão! Parabéns, professor!”
Por favor .






